Lomografia

Lomografia é um tipo de fotografia que tem como característica as formas antigas de fotografar. Não há necessidade do flash, as câmeras são analógicas, a luz é recebida automaticamente de maneira contínua podendo durar até 30 segundos. Pode haver moldura nas fotos, efeito conhecido como “olho de peixe”. A denominação Lomo é baseada da máquina Cosina CX-1 de 1980, modelo Lomo. É uma câmera compacta com lentes de plástico que produzem efeitos bem diferentes, artísticos.

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Fotografias que Fizeram História

Existem fotografias que são atemporais. Imagens que ficam guardadas em nosso inconsciente. São fotos que registram momentos marcantes, históricos ou que representam um sentimento universal. As imagens aqui colhidas estão disponíveis na rede mundial. A maioria das fotos já eram famosas antes do surgimento da Internet. Com o advento da Internet, a curiosidade ficou mais aguçada em relação a estas  imagens.

A menina Afegã

Feita pelo fotógrafo Steve McCurry, essa foto foi capa da famosa Revista National Geographic. É a foto de uma menina afegã, que traduz através do olhar toda a força de sobrevivência de um povo. A menina, que hoje já uma mulher, se chama Sharbat Gula. A identidade dela foi descoberta anos depois da publicação da foto. A Revista National Geographic é famosa por fotos e matérias sobre o nosso planeta e é distribuída pela editora Abril. Foi fundada nos Estados Unidos em 27 de Janeiro de 1888 por 33 homens interessados em “organizar uma sociedade para o incremento e a difusão do conhecimento geográfico”.

A agonia de Omayra
Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985. Omayra ficou 3 dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam. Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a convivência com seus amigos.
O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota.
Muitos vêem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.

Esta foto representa a segregação racial nos Estados Unidos no século passado. Ela foi feita nos anos 50 no Estado da Carolina do Norte. Ela demonstra claramente a divisão social entre brancos e negros nos Estados Unidos. Aqui no Brasil há lutas infindáveis contra este tipo de preconceito absurdo. A Palmares Fundação Cultural é uma representação a ser considerada. Esta fundação é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura é preocupada com a igualdade racial no Brasil.

Protesto silencioso
Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que sacrificou-se até a morte numa rua super movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído.
Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Daí você poderia perguntar:
– “Existiria mais alguma coisa para cremar?”
Hum hum… durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.

Esta foto também foi capa de disco da famosa banda de Rock norte americana, extremamente politizada, Rage Against the Machine. A banda começou em 1991.

O beijo da Time Square
Esta  foto é a expressão máxima do amor e da paz depois que a guerra acaba. Ela foi feita no bairro Times Square, em Nova York, em 14 de agosto de 1945, pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, assim que o marinheiro americano, voltando da guerra, reencontra com a mulher amada. Ela foi publicada na revista Life. A Life foi uma revista fotojornalística, fundada em 1936 por Henry Luce.

A imagem de Che
A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como “Guerrilheiro Heróico”, onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em 5 de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão. Somente foi publicada sete anos depois.
O Instituto de Arte de Maryland – EUA denominou-a “A mais famosa fotografia e maior ícone ráfico do mundo do século XX”. É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).

A menina do Vietnã
Em 8 de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali encontrava-se Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem.
Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.
Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.
Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com 2 filhos e reside no Canadá onde preside a “Fundação Kim Phuc”, dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

Esta foto, ganhadora do prêmio Pulitzer de 1994 mostra uma criança faminta tentando se locomover para chegar até a área onde ficava guardada a comida no campo das Nações Unidas, localizado 1km a frente. O abutre está notoriamente fitando a criança, esperando qualquer momento de deslize para entrar em ação e se alimentar. Ninguém sabe o que aconteceu com a criança, inclusive o próprio fotógrafo Kevin Carter, que deixou o local logo após a fotografia ser tirada. Três meses depois, o autor da imagem entra numa depressão tão profunda que o leva ao suicídio, e eu seu diário foram encontrados os seguintes dizeres: “Dear God, I promise I will never waste my food no matter how bad it can taste and how full I may be I pray that He will protect this little body, guide and deliver him away from his misery. I pray that we will be more sensitive towards the world around us and not be blinded be our own selfish nature and interests.”

Clique aqui para saber mais sobre Kevin Carter.

Fotografias Premiadas

Todo ano a empresa Sony promove um concurso de fotografia cuja participação é muito cobiçada.

A premiação ocorreu na cidade de Londres na Inglaterra e neste ano, 2011, o vencedor foi o argentino Alejandro Chaskielberg, que ganhou o prêmio de melhor fotógrafo do ano. As fotos premiadas são imagens de habitantes das Ilhas do Delta do Rio Paraná.

A foto "O Caçador" rendeu ao argentino Alejandro Chaskielberg o prêmio de fotógrafo do ano

A fotografia 'O Capitão', de Alejandro Chaskielberg, faz parte da série 'Maré Alta', que retrata moradores de ilhas no rio Paraná

Clique aqui para ver mais fotografias de Alejandro Chaskielberg.

Este ano, também, houve um recorde de inscrições para o concurso de fotografia da Sony. Mais de 105 mil participantes de 162 países.

Entre os amadores, na categoria “Sorrisos”, o premiado foi o brasileiro Carlos Henrique Reinesch, com a imagem de um homem amputado sorrindo enquanto vende fitas de Nosso Senhor do Bonfim.

O brasileiro Carlos Henrique Reinesch venceu na categoria 'Sorrisos' com esta imagem de um vendedor de fitas de Nosso Senhor do Bonfim

A competição profissional é dividida em 15 categorias separadas em três gêneros, que são Fotojornalismo e Documentário, Belas Artes e Comercial. Já os amadores foram divididos em 10 categorias, que são: Ação; Após o Escurecer; Arquitetura; Arte e Cultura; Moda; Natureza e Vida Selvagem; Panorâmica; Pessoas; Sorrisos e Viagem.

Clique aqui para ver outras fotos vencedoras.

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Sony World Photography Awards 2011

Confira aqui as fotografias vencedoras de cada categoria.

Na categoria 'Esporte', o primeiro lugar ficou com a foto de uma competição de homens gordos na Etiópia.

A fotografia 'Coexistência nº 1', feita em uma tribo na Etiópia, foi a vencedora na categoria 'Viagem'.

A foto de uma criança da minoria étnica Rohingya, perseguida em Mianmar, venceu na categoria 'Atualidades'.

A foto vencedora na categoria profissional 'Paisagem' foi feita na Suíça.

A imagem de uma corrida de búfalos na Indonésia foi a vencedora geral entre os fotógrafos amadores.

Esta fotografia de duas formigas se alimentando venceu na categoria amadora 'Vida Selvagem'.

A vencedora da categoria 'Arte e Cultura' retratou uma sessão de cinema em Maharashtra, na Índia.

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Alejandro Chaskielberg – Fotógrafo do Ano 2011

O argentino Alejandro Chaskielberg, 34 anos, é o vencedor do L’Iris D’Or Sony World Photography Awards é graduado pelo Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales, INCAA, da Argentina, e começou a trabalhar ainda jovem na imprensa local de Buenos Aires, cujo ensaio “Argentina Crisis” , de 2001, alcançou destaque pelo tratamento diferenciado dado a imagens jornalísticas. Premiado em 2008 pela National Geographic Society por seu ensaio sobre o delta do Rio Paraná, foi agraciado também em 2009, com a bolsa Emerging Photographer Grant da revista Burn, cujo curador é o fotógrafo David Alan Harvey.

É considerado pela prestigiosa revista novaiorquina PDN (Photo District News) como um dos 30 melhores fotógrafos emergentes da atualidade.

 

 

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Carlos Henrique Reinesch – Vencedor da categoria Sorrisos 2011

Carlos Henrique Reinesch que venceu com a imagem que melhor representou a categoria Sorriso, com a foto “Uma explosão de Cores”, estuda Administração na UFMG, e também Engenharia de Energia na PUC Minas.

Segundo ele, a fotografia funciona como uma válvula de escape  do cotidiano. “Em um mundo onde ninguém tem  mais tempo para apreciação da arte, acredito que, com uma obra de impacto, eu consiga deixar algum desconforto na cabeça dos observadores”

Conheça algumas de suas fotografias:

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Kevin Carter

Kevin Carter (13 de setembro de 1960 – 27 de julho de 1994) foi um premiado fotógrafo jornalístico do Continente Africano e membro do “Clube do Bangue-Bangue”.

Em março de 1993, Carter fez uma viagem para o sul do Sudão. O som de choramingar macio perto da vila de Ayod atraiu Carter a uma criança sudanesa. A menina havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar a um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre abrisse suas asas. Não o fez. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina.

A foto foi vendida ao The New York Times onde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido.

Em 2 de abril de 1994 Nancy Buirski, um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prémio de fotografia. Carter foi premiado com o Prémio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque.

 Suicídio

Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Partes da nota de suicídio de Carter dizia:  “Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… Se eu tiver sorte, vou me juntar ao Ken…”

 
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